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Dia 16/12

Chegada a Puno

Cheguei a mais conhecida cidade peruana à margem do famoso lago Titicaca, o lago navegável mais alto do mundo. Mais de 3600 metros de altitude. Infelizmente a paisagem não pode ser apreciada a contento, pois viajei durante a noite e cheguei ao hotel as 5h da manhã, horário que ainda é completamente escuro, diferentemente de Recife. Ainda havia tempo para um cochilo e pedi para que o recepcionista, muito "simpático" por sinal (irônia...), me acordasse lá pelas 7:30h, já quer deveria estar as 9h no porto para partir em direção as ilhas de Uros, que explicarei já já.

Fiquei no Hostal Europa, olha ele aí:

 O despertador tocou, mas nada do "simpático" recepcionista, que só bateu na porta quando eu já havia terminado de tormar banho. Apenas agradeci por ter me "acordado". Por falar em banho, "pense num frio". Mesmo com a água aquecida foi difícil.

Antes de ir ao encontro do grupo eu devia dar fim a minha saga em busca de dinheiro. O passeio saia às 9h e o banco também abria no mesmo horário. Acreditei que pelo tamanho da cidade era possível ir ao Interbank e voltar a tempo de pegar o barco. O banco abriu, houve uma pequena demora, pois a máquina de passar o cartão era manual e o ritmo das pessoas era bem mais light que em Cuzco.

Eis a Calle Lima, principal rua de Puno, uma cidade de aproximadamente 40.000 habitante. É nessa rua que fica o banco:

No final das contas deu tudo certo, ao chegar no Hostal já tinha um táxi a minha espera, pois o resto do grupo já tinha ido ao porto. Paguei o passei ao "simpático" recepcionista, que na verdade devia ser o dono do lugar, e parti para o passeio.

Ao chegar no porto encontrei o grupo e caminhamos até o pier para pegar o barco. Essa foto abaixo é do momento que partimos, estava bem nublado em Puno:

Estavamos indo em direção as ilhas flutuantes artificiais de Uros, isso mesmo artificiais, feitas a mão, utilizando uma planta chamada Toruro. Essas ilhas são milenares, construídas pelo povo de mesmo nome (Uros). Passam apenas por uma revisão anual. Eles utilizam a raíz da planta, extraída do fundo do lago, amarram umas as outras e forram tudo com os caules, que parecem cana-de-açúcar, só que com a consistência de uma esponja.

As fotos a seguir mostram a placa onde recebemos as explicações sobre a ilha, depois um plano de uma das 24 ilhas existentes, a primeira das duas que visitamos e por fim eu comendo o caule da planta:

Depois de caminhar por toda ilha e tirar várias fotos interessantes pegamos um barco rústico, também construído de Toruro e fomos a segunda ilha visitada por nós. Encontrei uma cabine telefônica, uma quitanda e até mesmo uma igreja de "Jesus Cristo dos Últimos Dias", pasmem. Olha as fotos:

Partindo para a outra ilha (lá na outra margem)

Plano geral da segunda ilha

Eu fazendo de conta que telefonava

A tal igreja

O rapaz da quitanda e o guia se divertindo com a minha câmera

O fato é que o passeio foi meio morno, pois além de nublado o grupo era bem disperso e fechado, apesar de ter pessoas de vários lugares. No retorno a Puno ainda houve uma certa sociabilização, acabei conversando com Carlos, um equatoriano que ainda será bastante falado nesse diário, uma alemã que não sei o nome e uma japonesa que não teve como eu decorar seu nome, era algo como Saioku. Olha eu voltando no barco:

Chegando em Puno fui direto a procura de almoço, pois além de estar faminto já eram 13h e o próximo passeio sairia às 14h. Como sempre pedi o "menu" ou prato do dia, não gostei muito da comida, mas o restaurante localizado na Jiron Lima (ou Calle, como queira) era bem estilizado. Olhem aí:

Ainda deu tempo de voltar ao hotel e tirar um belo cochilo. Pouco depois das duas horas o micro-ônibus me pegou no hotel. No caminho conheci outra japonesa, chamada Miho (ao menos era assim que se pronunciava). Conversamos bastante, obviamente não em japonês. Estávamos a caminho de Silustani, uma série de ruínas pré-incaicas. No caminho paramos em um mirador para tirarmos uma foto panorâmica de Puno, ali a altitude era quase 4000 metros. Eis uma das fotos:

Olha eu aí

Que beleza é esse lago Titicaca em?

Após 30 minutos chegamos a Silustani, uma área próxima a um pequeno lago e também ao grande Titicaca. Por sinal um lugar belíssimo. Nesse local ficam "las Chullpas" uma espécie de torre que era usada como tumbas coletivas. Ei-las:

Vejam que vista fantástica

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 Escrito por por Henrique Spencer às 23:06
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Dia 16/12 (continuação)

Este grupo da tarde foi bem melhor, interagimos bastante e acabei fazendo boas amizades. Oscar um mexicano, Shari uma americana do Havaii e uma tawainesa, chamada Yu-nien Chang (difícil!). Havia um alemão também, que acabei não perguntando o nome. Quem estava no mesmo grupo era Carlos o equatoriano da manhã. Ah! Lembrei, o trabalho do cara deve ser bem estressante, ele é guia turístico nas ilhas Galápagos. Que estresse! hehehe.

Olha essa foto de parte do grupo:

Yu-nien, o alemão, Miho, eu e Oscar

Quando estávamos descendo para pegar o ônibus alguém me abordou, era a japonesa do grupo da manhã. Conversamos no caminho e ao chegarmos apresentei-a a Miho. Foi engraçado, começaram a falar em japonês e eu a boiar. Então interrompi e pedi para que falassem em alguma língua que eu entendesse (não são muitas, hehe). Olha a gente aí com um grupo de garotos peruanos que pediram para fotografar conosco:

Saioku (?) a esquerda e Miho a direita (só amizade viu Eline, hehe)

Encontramos o restante do grupo e marcamos para nos encontrarmos à noite no centro de Puno, para bater papo, comer e tomar uns drinques. Todos toparam.

No caminho de volta passamos numa vila típica, onde comemos as comidas realmente típicas e tiramos algumas fotos. Ao final cada um deixava um dinheiro para ajudar ao pessoal, que era realmente muito pobre. Nesse local vi o guia falando descontraidamente com um morador na língua Quechua, muito interessante.

Algumas fotos:

Eu comendo

Eu brincando com a Llamita

Chegando em Puno ainda encontrei uma festividade de Natal. Era uma espécie de parada. Tirei algumas fotos e fui ao hotel. Eis uma das fotos:

Ao chegar no hotel aprontei minha mala, pois iria viajar no dia seguinte, e depois fui para a tal Calle Lima, onde tudo acontece. Lá passei um tempo na Lan House fazendo os posts atrazados do blog e depois saí ao encontro do pessoal na igreja da Plaza de Armas. Infelizmente não fotografei a praça, pois acredito que passei um dos maiores frios da minha vida, a praça ventava muito e eu estava apenas com uma camisa de algodão e um pullover. Acho que a sensação térmica era de alguns graus abaixo de zero, ou então eu sou matuto mesmo (hehehe). Ainda tirei uma foto dentro da igreja. Estava acontecendo um casamento importante, provavelmente de algum militar:

Quando cheguei lá fiz juz a fama de brasileiro, pois fui o último a encontrar o grupo e olha que eu só estava uns 10 minutos atrazado. Saímos todos para jantar em uma taverna indicada pelo mexicano Oscar. Comemos pizza, conversamos bastante e obviamente tiramos fotos. Olha a gente aí:

Bem, assim terminou esse dia longo, que começou meio monótono mas acabou sendo um dos melhores da viagem.

Vamos a Bolívia...



 Escrito por por Henrique Spencer às 23:05
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